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A chegada dos primeiros protótipos
Em 23 de
setembro de 1940, Karl Probst, brilhante engenheiro da Bantam,
entregou um protótipo chamado "Blitz Buggy",
em Camp Holabird. Entre as pessoas que assistiam aos testes,
figuravam Roos e Gene Rice, do escritório de estudos
da Willys-Overland. Surpresos com a agilidade, resistência
e com a linha compacta do veículo da Bantam, Rice retornou
a Toledo para estimular o grupo de engenheiros que dirigia.
Esse grupo já trabalhava em um protótipo mas o
que Rice tinha visto em Camp Holabird tinha despertado algumas
idéias.
No
dia 11 de novembro de 1940 os dois protótipos Willys-Overland
foram entregues aos oficiais do exército em Camp Holabird.
Os dois veículos, denominados "Quad", tinham
tração nas 2 ou 4 rodas e um deles possuia direção
nas quatro rodas. O Quad suscitou o interesse do exército
e a cólera da equipe da Bantam.
Os documentos internos da Willys consideravam insignificantes
as acusações da Bantam, sugerindo que os engenheiros
tinham copiado suas idéias. Mas, era preciso admitir,
que os protótipos Willys tinham um aspecto visivelmente
similar ao protótipo da Bantam. A similaridade não
era fruto do acaso. Os representantes técnicos da Ford
e Willys, em Holabrid, tinham tido a ampla oportunidade de estudar
o modelo da Bantam testado. Fato este proporcionado pelo próprio
exército, que lhes tinha dado livre acesso aos planos
da Bantam.
Os protótipos da Bantam, Willys e Ford tinham suas particularidades.
O veículo da Bantam tinha 920 kg, não respeitando
a exigência de peso, mas era mais leve que o modelo Willys
com 1090 kg. Contudo, o ponto forte da Willys residia no fato
de ser a única a respeitar as especificações
de potência impostas pelo exército. De fato, seu
torque de 14,5 não só ultrapassava o exigido como
derrotava literalmente o torque de 11,5 da Bantam e da Ford.
O motor "Go-Devil", da Willys, tinha uma cilindrada
superior e desenvolvia mais potência. Tanto o motor como
65% das peças do protótipo foram testadas e colocadas
à prova durante anos na Willys Americar, de onde tiveram
origem. Já os modelos da Bantam e da Ford eram ao mesmo
tempo, completamente novos e diferentes dos produtos de linha.
Com três protótipos à disposição,
o exército encomendou 4.500 veículos, sendo 1.500
a cada empresa, com o objetivo de testá-los em condições
reais. A encomenda era acompanhada de uma menção
do exército reconhecendo que a exigência de 590
quilos não era razoável, muito menos realista,
o que legitimava as primeiras objeções de Barney
Roos. A
nova especificação de peso era de 980 quilos,
ou seja, 110 a menos que o Quad, protótipo da Willys.
O Quad deveria entrar em um regime para que a Willys pudesser
obter o mercado do governo. "O problema com o qual me confrontava",
conta Roos, "era de saber se devíamos ou não
redesenhar nosso protótipo para responder àquela
especificação de peso. E também se devíamos
continuar com nosso motor ou comprar os Continental, como fazia
a Bantam. Mas sabíamos, por meio dos relatórios
de testes efetuados em Holabird, que os militares gostavam muito
da performance, potência e dirigibilidade de nossos veículos."
Roos decidiu que o motor era muito precioso para ser mudado.
Assim, com o auxílio de seus colaboradores, desmontou
completamente o veículo. O peso de cada peça foi
avaliado para saber se podiam ser substituídas por outras
de material mais leve. Roos e seus homens foram até o
ponto de diminuir o tamanho de parafusos, que eram mais longos
que o necessário e eliminar todos os excessos de metais
existentes. Quando o novo veículo foi montado novamente,
pesava 200 gramas a menos que o valor especificado.
A entrega dos 4.500 modelos começou em junho de 1941.
Depois de ter estudado os modelos de produção,
o exército decidiu-se por padronizar apenas um. Foi selecionado
o projeto Willys-Overland, incorporando algumas características
dos modelos Ford e da Bantam, julgadas superiores.
Em
julho de 1941, a Willys ofereceu condições mais
vantajosas que a Bantam e a Ford, em um contrato tudo ou nada,
para a produção de 125 veículos por dia,
num total de 16.000 unidades. A pequena capacidade de produção
da Bantam representava um incoveniente. Com isso, no decorrer
do mesmo ano, o diretor da intendência militar, pedindo
outras fontes de produção, exigiu que a Willys
enviasse os desenhos de seu veículo à Ford para
que a mesma cnstruísse 15.000 veículos. Durante
a Segunda Guerra Mundial, A Willys e a Ford honraram mais de
600.000 encomendas de Jeep, sendo que a Willys forneceu mais
de 368.000 unidades. A Bantam entregou somente 2.675 unidades
que, em sua maioria, foram expedidas para a Inglaterra e União
Soviética, conforme a lei "Lend lease". A produção
dos veículos Bantam parou exatamente antes do ataque
japonês a Pearl Harbor.
A produção militar - de 1940 até 46
Retorno à Bantam
O enigma do nome Jeep
Fotos
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