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Jalapão - parte 2

Saímos de Belo Horizonte no dia 13 de junho, terça-feira, às 9h da manhã. O objetivo era avançar o quanto fosse possível neste primeiro dia. Ao volante, Bruno, como navegador, Abner e, responsável pelo abastecimento de alimentos e bebidas, Dinah. A bagagem ocupava um terço do banco traseiro e o exíguo porta malas do jipe, um JPX Montez CD capota rígida.

A primeira parada foi pouco depois de Três Marias, para uma foto junto à ponte sobre o Rio São Francisco. Seguimos viagem e, um pouco depois de Paracatu, uma conexão que liga a caixa de marchas com o cabo do velocímetro quebra, nos deixando na mão. A partir daí, o controle de distância foi feito pelo mapa.

A segunda parada é em Cristalina, já em Goiás. Abastecimento e compras de bijouterias com pedras preciosas e hematita (existem várias fábricas na cidade). Na entrada de Brasília, um contato por telefone (celular da Telemig, o da Maxitel não funcionou em momento algum fora do estado de Minas).

A terceira parada só acontece às 9h da noite, em São João d'Aliança, a apenas 75km de Alto Paraíso, porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mas nosso destino é mais adiante. Jantamos no restaurante "Chapéu de Palha" e pernoitamos na Pousada Atos (recomendamos ambos, simples mas agradáveis)

Conforme pedido, o vigia nos chamou às 5h e, meia hora depois, já estávamos na estrada. Neste dia, o café da manhã foi servido dentro do carro: uma vitamina pronta (longa vida), biscoitos e outros "trecos". Até Alto Paraíso e um pouco depois, alguns buracos mereceram atenção redobrada por parte do motorista.

Uma parada para fotografar o nascer do sol (foto) e pé na estrada.

Em Monte Alegre, uma parada no posto de combustíveis para abastecimento e calibragem de pneus, mas, para nosso azar, só o borracheiro tem compressor e teve festa na cidade no dia anterior e não se sabe a que horas ele chega ao serviço. Seguimos viagem e fomos abastecer na última cidade de Goiás, Campos Belos. O diesel continuava com preço razoável - R$ 0,69 por litro. Fazíamos uma média de 10km/l.

Já no estado de Tocantins, um posto fiscal e uma ponte sobre um rio de águas cristalinas (foto)

No início da tarde "ancoramos" em Porto Nacional, uma cidade sem vento, quente, muito quente. Tentamos contato com a Secretaria de Turismo da cidade, mas o responsável estava fora, sem hora para voltar.

Voltamos até o trevo, completamos o tanque (a informação era que dali em diante não existiam mais postos) e os dois galões de 10 litros cada, ligamos a tração nas quatro rodas e entramos na estrada de terra. De agora em diante seriam aproximadamente 600km de terra, poeira, areia e muito, muito pó, mas estávamos preparados.

Uma parada rápida em Monte do Carmo, para tirar a poeira da garganta, e, às 15h30, avistamos as primeiras casas de Ponte Alta. Na ponte, a criançada pulava da trave mais alta, mergulhando no rio homônimo à cidade. Na praia, do outro lado, um palanque de concreto com o seguinte texto:

"O JALAPÃO COMEÇA AQUI"

Pernoitamos na pousada e, durante o café da manhã (café, leite, pão, margarina, manteiga e manteiga de garrafa), conversamos com os outros clientes (um funcionário do Sebrae e dois rapazes que estão instalando um curso de computação para as crianças da região), além dos proprietários da pousada, e escutamos vários avisos assustadores como: "cuidado com os areiões, fiquei duas horas preso"; "tem um trecho em que as pedras cortam os pneus"; "um senhor que foi sozinho ficou preso nas dunas e só foi resgatado dois dias depois, quase morto de sede"; "estava voltando e o meu tanque furou com as pedras que os pneus do carro arremessam"...

Putz, aonde estamos entrando?!...



 

 

 

Dotzi Planeta Off-Road
geral@planetaoffroad.com


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