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O Ibitipoca Off-Road "que
ninguém vê"
Desde a segunda edição do Prêmio
Minas Off-Road, é sempre a mesma coisa! Prova de Regularidade
do Ano segundo o Júri Popular: Ibitipoca Off-Road!!!
Prova de Regularidade do Ano segundo o Júri Imprensa:
Ibitipoca Off-Road!!!
O Ibitipoca Off-Road é uma unanimidade indiscutível
entre pilotos, navegadores, jornalistas e admiradores do esporte.
Não há, em todo o Estado, outra prova fora de
estrada tão bem organizada e tão fascinante
quanto esta. Arriscaríamos dizer até que são
poucas as competições deste nível em
todo o País. Talvez isto explique o fato dela
ser aguardada com tanta expectativa por todo o meio off-road.
Afinal, falar que venceu um Ibitipoca é um grande motivo
de orgulho!
Nesta edição, conversamos com Manoel Resende,
o homem que criou o Ibitipoca Off-Road e que, há 11
anos, é o principal responsável por esta grande
festa. Comerciante de 42 anos, Resende conta como começou
seu envolvimento com o fora de estrada e adianta algumas novidades
da prova de 2000, a ser realizada em setembro. Confiram!
> Minas Off-Road: Como começou o seu envolvimento
com os esportes fora de estrada? Você pratica alguma
modalidade?
>> Manoel Resende: Em 86, fiz minha primeira
prova de enduro de velocidade, em Conservatória-RJ.
Neste mesmo ano, participei do Enduro da Independência,
na categoria Estreante. Em 89, venci na categoria Graduados.
Mas a minha preferência era por enduro de velocidade,
muito praticado em nossa região. De 90 em diante, me
dediquei a provas de regularidade e fui Campeão Carioca
duas vezes e Vice-Campeão do Enduro da Independência
em 92.
> Minas Off-Road: Como surgiu a idéia
de realizar uma prova nos moldes do Ibitipoca Off-Road?
>> Resende: Sempre que eu vencia provas, eram
muito difíceis. Então decidi fazer uma prova
na qual eu gostaria de correr. Daí provas de moto nestes
moldes. E os carros? Vinícius Kamil foi quem inventou
isto. Talvez ele tenha sido o primeiro
jipeiro de Juiz de Fora. As primeiras provas de Ibitipoca
foram levantadas por ele, que tinha a mesma proposta que eu,
ou seja, provas difíceis.
> Minas Off-Road: Quantas são as pessoas
e quais são as instituições envolvidas
na organização do Ibitipoca Off-Road hoje?
>> Resende: O evento inicia em janeiro, com aproximadamente
10 pessoas, trabalhando em desenvolvimento de logotipo, busca
de patrocínio e levantamento de prova. Nos dias do
evento, 100 pessoas ficam envolvidas, entre pessoal de equipe
médica, apuração, resgate e promotoras.
> Minas Off-Road: O Ibitipoca
Off-Road pode ser considerado atualmente, depois destes dez
anos de sucesso, um evento com patrocínio garantido?
>> Resende: Acho que pode ser considerado um
sucesso, pelo grande número de participantes e pela
credibilidade do evento. Isto se deve à grande dedicação
dos envolvidos. Mas patrocínio garantido não;
os interesses dos patrocinadores mudam e o evento pode não
ser o foco no momento.
> Minas Off-Road: O que ocasionou o adiamento
da prova deste ano, marcada inicialmente para agosto, e qual
a nova data?
>> Resende: Vários fatores contribuiram
de forma negativa para a realização da prova
deste ano. O patrocinador principal (NR: Kaiser) foi impedido
de patrocinar, por decisão do Conar; isto a 30 dias
do evento! Houve ainda outros fatores que dispensam comentários...
Quanto à nova data, está em estudo; provavelmente
em fim de setembro. Inclusive eu gostaria de pedir desculpas
aos pilotos que se programaram para a data inicialmente marcada.
> Minas Off-Road: O formato da prova deste ano
será idêntico ao das edições anteriores
ou teremos alguma novidade?
>> Resende: Este ano, estaremos mudando alguma
coisa em relação aos três últimos
anos, ou seja, estamos repetindo as primeiras edições.
A prova terá pernoite em Lima Duarte. Achamos que os
pilotos terão mais facilidade para reparos nos veículos
e poderão ainda optar por dormir em Lima Duarte ou
em Juiz de Fora, que tem ótima estrutura hoteleira
e preços mais baratos. Nos anos anteriores, recebemos
muitas reclamações relativas a preços
de pousadas em Conceição, falta de mecânicos
e gasolina, e roubos de equipamentos de veículos participantes.
> Minas Off-Road:
E a dificuldade? A prova de 98 foi considerada fácil,
a de 99 super difícil. Como vai ser a edição
2000?
>> Resende: Em todos os anos, a prova teve considerações
variadas: uns acham difícil e outros acham fácil.
Isto depende de o piloto ter ganhado ou perdido. Para 2000,
grau de dificuldade médio.
> Minas Off-Road: Como a organização
pretende lidar este ano com a questão da obrigatoriedade
da filiação de pilotos e navegadores à
Federação Mineira de Automobilismo ou à
Confederação Brasileira de Automobilismo? Você
concorda com isso?
>> Resende: Estamos com uma reunião agendada
com o senhor Pedro Sereno (NR: Presidente da FMA) para tratar
do assunto. Esperamos fazer tudo dentro da Lei. Em relação
ao piloto ser filiado, acho correto. Quanto à prova
ter o aval da Federação, é extremamente
necessário. O que não está correto é
a maneira que é feito. Em nenhuma prova realizada até
hoje, que eu saiba, houve interferência da Federação.
Por que nesta prova?! Se fosse necessário em todas
as provas de Minas, hoje todos os pilotos já estariam
filiados, não é verdade?
> Minas Off-Road: A que você
atribui a conquista, pelo segundo ano consecutivo, por parte
do Ibitipoca Off-Road, do título de Prova de Regularidade
do Ano, segundo os dois júris votantes do Prêmio
Minas Off-Road?
>> Resende: Em primeiro lugar, à participação
de todos os pilotos, que são de alto nível,
e da imprensa, que dispensa atenção especial
à prova. Em segundo, ao reconhecimento de um trabalho
honesto, dedicado e com respeito a pilotos e patrocinadores.
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