Como preparar os equipamentos de segurança
Texto: Detlef
Altwig
Macacão
Exigido o macacão anti-chama para o Rally dos Sertões
e as provas do campeonato Brasileiro de Off Road. O macacão
é feito com duas ou três camadas de um tecido chamado
Nomex, resistente ao fogo durante um certo tempo, sendo possível
retirar a vítima de um acidente de um carro sem grandes
conseqüências, desde que o resgate chegue em pouquíssimo
tempo, o que no caso do Rally dos Sertões é algo
improvável.
Então qual a vantagem do seu uso? Apesar das dificuldades
de resgate em um Rally deste porte, lembrem-se de que os carros
largam de 1 em 1 ou de 2 em 2 minutos, assim é bastante
provável que em pouco tempo chegue um outro competidor
ao local do acidente e possa auxiliar no resgate. Além
disso, no caso de um incêndio na hora do acidente, o competidor
protegido pelo macacão terá mais chances de sair
por conta própria do carro do que se não o estivesse
utilizando.
Gaiola
Mais importante que o macacão, o equipamento de segurança
principal é a gaiola que proteje os ocupantes contra
o afundamento da carroceria no caso de capotamento e colisões.
Ela deve ser construída dentro da norma do Anexo J da
FIA/CBA de preferência por uma empresa de renome e tradição
na área.
Lembre-se que, caso a gaiola esteja fora das especificações
deste Anexo J, o carro não poderá largar e todo
o investimento e expectativa do Rally irão por água
abaixo. Quem já se interessou em ler o Anexo J sabe o
quanto é complicado e as vezes até confuso, portanto
não se aventure com leigos.
Cintos de segurança
No mínimo de quatro pontos com 3 polegadas (+- 7,5 cm)
de largura com homologação da FIA/CBA. No Brasil
não são fabricados cintos com estas especificações,
portanto este item necessariamente será importado. Um
bom cinto custa a partir de U$ 300,00. Temos duas marcas disponíveis
para venda no Brasil: Sparco/TWR e Simpson.
Prefira um cinto de 5 ou 6 pontos, apesar de, em uma primeira
impressão, parecer desconfortável, ele é
muito melhor e adequado para este tipo de esporte que o de 4
pontos.
Bancos
Os bancos devem ser do tipo concha com homologação
da FIA/CBA. Nenhum banco nacional adequado ao uso off road é
homologado pela CBA, portanto novamente um item importado. Existem
muitos modelos à disposição no mercado
e cada competidor deve experimentar o modelo mais adequado a
seu peso / altura / bolso. A diferença entre um bom e
um mau banco descobrimos apenas após o terceiro dia com
16 horas / dia de uso.
Extintor de incêndio
De acordo com o regulamento são necessários 2
extintores, somando o total de 3 kg de pó com sistema
de distribuição e acionamento interno e externo
do extintor.
Chave geral
Uma deve ser instalada na parte interna e outra na parte externa
do veículo. Sendo qualquer uma delas acionada, toda a
parte elétrica do carro e o motor devem parar de funcionar.
Luzes traseiras auxiliares
A partir da experiência do Dakar, adotou-se neste ano
a obrigatoriedade de 4 luzes traseiras, as duas externas devem
ligar junto com a ignição do veículo e
as internas junto com a luz de freio original do carro. Algo
simples porém muito útil durante o Rally dos Sertões,
já que a aproximação de um carro na poeira
é o maior perigo desta prova.
Cinta de nylon / Rádio / GPS
São itens obrigatórios que todos os competidores
deverão possuir dentro do carro. Neste caso existem dezenas
de marcas e modelos e fica a critério de cada um escolher
a que mais lhe conveem, pois não são itens críticos.
Capacete
Claro que o capacete também é obrigatório.
De uso automobilístico com chancela da FIA/CBA existem
muitas marcas e modelos disponíveis no mercado brasileiro,
a escolha é de cada um. Um capacete aberto facilita a
ingestão de líquidos e alimentos durante a prova,
enquanto que o fechado é mais seguro. Não se esqueça
de que um bom equipamento de comunicação entre
piloto e navegador é essencial para a segurança
da dupla, assim ninguém precisa ficar gritando e gesticulando
durante a prova, e este equipamento deve ser conjugado ao capacete.
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